terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Pensamentos
(AlexSimas)
Pensamentos
(AlexSimas)
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Desabafo...
No sozinho de minhas letras
Escrevo versos sem causa
Para falar de m’alma flambada
No fogo de paixão desmedida
Tristeza pingando dos olhos
Desabafo minha saudade
Gastando tinta num bilhete
Que já não sei ter endereço
A chuva canta no telhado
Intermináveis noites úmidas
E no abandono do esquecido
Vou tentando te encontrar
Minha boca senhora das falas
Emudece, desconhece palavra
Que dê beleza ao sorriso
Que teus lábios varandeia
Olhando o vago do tempo
Só consigo enxergar você
Num raio de prata a lua
Manda recado...
Sossega o coração poeta...
...Esse amor ainda não é acabado.
(AlexSimas)
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Andanças...
Por mares desérticos, frias camas aquecendo ilusões.
Propus-me a rir e cantar empíricas volúpias...
No meu olhar o brilho do luar roubado das madrugadas
Mudando como lótus na superfície da água, Édipo espelho.
Brinquei de esconder com minha sanidade, genuflexo em prece.
Milhões de caminhos se abrem a minha frente misturando-me
Vivo como elementos de uma fabula trancados em uma caixa mágica.
Procuro pelas luzes roubadas do universo por teus olhos...
Abrigo-me à sombra do coração que flutua no limiar da loucura
Desejos insones amanhecem alados sob as chuvas do passado
Infatigável, deixo-me guiar pelo poeta em seu jardim de palavras.
A eternidade se finda, põe-se com o sol desnudando a lua, aflição.
Pedirei ao verso que me conceda o entendimento, empíreo sacramento.
A diástase do destino não impede a arborescência da paixão, luminescência.
As cartas escritas ao desatino retornam sem as respostas obsecradas.
Interno-me na obscura noite senhora dos entendimentos, mãe esclarecedora.
Mãos suaves tocam minha alma libertando melodias de encantamento.
Imolo-me na sagrada fogueira da saudade cujas cinzas alimentam o amor.
Na bolha de sabão em que viajo mora um arco-íris que guarda um tesouro
Fúlgida formula de minha ansiada felicidade...Você.
(AlexSimas)
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Angustia...
Destilo saudades em copos vazios
Entre uma balada e um blues...
A corda quebrada do violão nega a nota
A letra da canção só tem teu nome...
...Titulo e refrão.
A melodia marulhada das ondas
Batem contra minha sanidade
Como a buscar lógica na loucura
Mordo o lábio, deslizo pela musica
De meu respirar ofegante...
Teu cheiro me invade, inebrio-me...
Mágico perfume criado por alquimia
De algum boticário antigo...
...Formula perdida no tempo.
O vinil na vitrola chega ao fim
Os músicos recolhem-se ao silencio
Lembranças ébrias de boemia
Insistem em mais uma contra-dança
A madrugada deita-se sobre a noite
Cobrindo-se com o alvorecer...
Na parede um calendário riscado
Marca menos um dia...
...Na eterna ânsia de encontrar você.
(AlexSimas)