Outro Natal...
Sonhamos com neve sobre o telhado
Em pleno verão tropical
Papai Noel escorregando por chaminés
Em pleno verão tropical
Pinheiros nevados aterrados em presentes
Em pleno verão tropical...
... No país do eterno amanhã
Mesa farta de tâmaras, morangos, avelãs
Maçãs, figos, pêssegos, cerejas, nozes...
No país do caju, da manga, do abacaxi
Da goiaba, da banana, do açaí, do cupuaçu
Da graviola, da pupunha, do tucumã...
Lá fora uma redonda e cheia lua enfeita
Um céu de mil estrelas que pululam tal qual
Balé de vaga-lumes sob um azul quase negro
Embalando o hipnótico sentimento de
Solidariedade em cuja parede pendura-se
O quadro da hipocrisia, pintado com as cores
De nossa cega estupidez, quase irmã
Orgulhosos, distribuímos nossas migalhas
Aos pobres desafortunados...
Tão ou mais ricos dos nossos mesmos sonhos...
... Ate acordarem pela manhã
Ate a chegada dos soturnos dias de Janeiro
E junto com eles todas as lágrimas da terra
Recomeçando o drama da nova espera
Das caridades do próximo natal
Único dia no ano que a maioria das almas...
... Enxerga sua irmã
(Alexandre Costa)
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Implacável...
Implacável...
O tempo voa...
Quem deu asas a esse cara?
Ele passa, atropela e vai
Sempre vai, nunca para
Não respira, não descansa
Come vida, bebe lágrima
Ricocheteia em sorrisos
Segue, pisando calos
Roendo ferro
Devorando séculos
Singrando, sangrando, cicatrizando
E vai, não para...
Comendo vida, bebendo lágrima
O tempo é isso, é bicho
Fera solta, indomada
O perdido que nunca se acha
Não conhece contramão
Sempre passa, nunca volta
Não se importa
Não olha em volta
Sempre em frente
Bebe lágrimas, come vida
Devora gente
Ele passa e lhe chama
Você vai ou você fica
Você escolhe
A ele nada importa
Quem vive ou quem morre
Ele só ensina
Uma única lição
Siga sempre em frente
Seja leve ou pesado
Seu coração
Não economiza vida
Vida guardada é sofrimento
Vida usada é diversão
(SamisXela)
O tempo voa...
Quem deu asas a esse cara?
Ele passa, atropela e vai
Sempre vai, nunca para
Não respira, não descansa
Come vida, bebe lágrima
Ricocheteia em sorrisos
Segue, pisando calos
Roendo ferro
Devorando séculos
Singrando, sangrando, cicatrizando
E vai, não para...
Comendo vida, bebendo lágrima
O tempo é isso, é bicho
Fera solta, indomada
O perdido que nunca se acha
Não conhece contramão
Sempre passa, nunca volta
Não se importa
Não olha em volta
Sempre em frente
Bebe lágrimas, come vida
Devora gente
Ele passa e lhe chama
Você vai ou você fica
Você escolhe
A ele nada importa
Quem vive ou quem morre
Ele só ensina
Uma única lição
Siga sempre em frente
Seja leve ou pesado
Seu coração
Não economiza vida
Vida guardada é sofrimento
Vida usada é diversão
(SamisXela)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Ilógico...
Ilógico...
Quantas intenções vão escondidas
Por trás das outras
Quantas lágrimas perdidas
Madrugadas loucas
Quantos moinhos de ventos
Alimentam fantasias
Quantas noites sonhadas
Madrugadas frias
Quantas perguntas perdidas
Em respostas vazias
Quantas mesas, quantos bares
Transmutam mentiras e verdades
Quanto vinho sorvido
Para suportar os açoites
Quanto calor gera a alma
No ardor de uma paixão
Quanta luz é preciso
Para vencer a escuridão
Quantas camas freqüentadas
Para esconder a solidão
Quanto pão desperdiçado
Em nome da religião
Quantos sentimentos mesquinhos
Alimentam a dor
Quantos corações tolos
Vazios de amor...
(SamisXela)
Quantas intenções vão escondidas
Por trás das outras
Quantas lágrimas perdidas
Madrugadas loucas
Quantos moinhos de ventos
Alimentam fantasias
Quantas noites sonhadas
Madrugadas frias
Quantas perguntas perdidas
Em respostas vazias
Quantas mesas, quantos bares
Transmutam mentiras e verdades
Quanto vinho sorvido
Para suportar os açoites
Quanto calor gera a alma
No ardor de uma paixão
Quanta luz é preciso
Para vencer a escuridão
Quantas camas freqüentadas
Para esconder a solidão
Quanto pão desperdiçado
Em nome da religião
Quantos sentimentos mesquinhos
Alimentam a dor
Quantos corações tolos
Vazios de amor...
(SamisXela)
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Regozijo...
Regozijo...
Parabéns para você
Nesta data...
... Querida
Parabéns para você
E que os anos
Sejam flores
No jardim de sua vida
Que seja perene teu rio
Sem cessar
Mesmo nas curvas
E nas caídas
Nunca temas o abismo
Pois o abismo
É quem te faz cachoeira
Embelezando-te a vida
Parabéns para você
Para sempre...
... Querida
(SamisXela)
Parabéns para você
Nesta data...
... Querida
Parabéns para você
E que os anos
Sejam flores
No jardim de sua vida
Que seja perene teu rio
Sem cessar
Mesmo nas curvas
E nas caídas
Nunca temas o abismo
Pois o abismo
É quem te faz cachoeira
Embelezando-te a vida
Parabéns para você
Para sempre...
... Querida
(SamisXela)
sábado, 3 de outubro de 2009
Encenação...
Encenação...
O silencio grita em minha alma
Então as lembranças me assaltam
Ruidoso bando de pássaros loucos
Vozes que se modulam em tons
Discutem, argumentam, justificam-se
Sacando da memória perdas e mágoas
Atirando-os a fogueira da insanidade
Que insiste em reprisá-los dias a fio
Sádica mistura de prazer e dor
No palco do teatro de minha vida
Insisto em protagonizar um drama
Buscando eco nas almas que assistem
Faço caras e bocas, verto lágrimas
Gesticulo no vazio do tablado
Para uma platéia que me olha
Mas só enxergam a si próprios
Ao final do ato eles aplaudem
Não a mim, mas a eles mesmos
Encolho-me por trás da cortina
Dirijo-me a um camarim
Marcado com uma estrela negra
Na coxia meu palhaço espera
Anseia pelo dia que o deixarei
Subir ao palco para roubar sorrisos
Ao invés de lágrimas
(Alexandre Costa)
O silencio grita em minha alma
Então as lembranças me assaltam
Ruidoso bando de pássaros loucos
Vozes que se modulam em tons
Discutem, argumentam, justificam-se
Sacando da memória perdas e mágoas
Atirando-os a fogueira da insanidade
Que insiste em reprisá-los dias a fio
Sádica mistura de prazer e dor
No palco do teatro de minha vida
Insisto em protagonizar um drama
Buscando eco nas almas que assistem
Faço caras e bocas, verto lágrimas
Gesticulo no vazio do tablado
Para uma platéia que me olha
Mas só enxergam a si próprios
Ao final do ato eles aplaudem
Não a mim, mas a eles mesmos
Encolho-me por trás da cortina
Dirijo-me a um camarim
Marcado com uma estrela negra
Na coxia meu palhaço espera
Anseia pelo dia que o deixarei
Subir ao palco para roubar sorrisos
Ao invés de lágrimas
(Alexandre Costa)
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