A cereja do drinque cai displicente...
escorrega decote adentro...
aloja-se por entre seios quentes
arrepiando a pele ardente...
teu olhar me adivinha o pensamento
do desejo de resgatar a cereja inocente...
(AtsoC ErdnaxelA)
A cereja do drinque cai displicente...
escorrega decote adentro...
aloja-se por entre seios quentes
arrepiando a pele ardente...
teu olhar me adivinha o pensamento
do desejo de resgatar a cereja inocente...
(AtsoC ErdnaxelA)
Sorve os líquidos meus...
Que eu sorverei os teus...
Que sejam nossas bocas
Os cálices a nos servir
E embriagar...
(AtsoC ErdnaxelA)
Uma displicente gota de licor
Escorre do canto de tua boca
Teu olhar de brilho guapo
como se falasse em voz rouca
exige meus lábios como guardanapo
(AtsoC ErdnaxelA)
Corpo morno servido em lençóis de linho...
Suores misturados em leite condensado
Uma noite inteira para te devorar...
(AtsoC ErdnaxelA)
Sento-me em um intempestivo pé de vento
Sinto o sereno observando a dança das folhas
Vislumbro um horizonte alem de meu olhar
Decifro teus gestos por entre as estrelas
Misturando matizes azuis do céu e do mar
Brilho de olhares reflete o balançar das ondas
Onde espumas imitam nuvens cintiladas
E numa brisa suave reconheço tua voz
Mescla de tons e luzes sobre tela invisível
Contornam sua silueta úmida refletida na areia
Por entre palmeiras que oscilam na praia
Sombreiam meus lábios a procura dos teus
Em um lúdico desejo por teus beijos
Nuances de uma mesma paisagem
Marcando em traços o amor sobre nossa tez
(Cris Poesia e Alexandre Costa)