sábado, 31 de janeiro de 2009

Aceitação...

Aceitação...

Não me pergunte o que não deseja saber
Não me procure onde sabe não me encontrar
Não me seduza se não me deseja amar
Não me provoque se não sabe brincar
Não me abrace se não for para me apertar
Não me grite quando for me chamar
Não me peça conselhos para o que você já decidiu
Não me culpe pelos erros que você cometeu
Não me tente com seus pecados, já tenho os meus

Não tente mentir para mim
Não tente me iludir
Não tente me subestimar
Não tente insultar minha inteligência

Eu sou bom, mas não sou bonzinho, sei perdoar, mas nem sempre consigo esquecer
Minha alma também tem sombras que contrasta com minha luz, e as vezes a noite em mim pode ser muito escura, mas sempre se fará manhã, essa é a grande sabedoria de Deus, sob a luz tudo se enxerga, tudo se revela, mas se não houvesse as sombras nunca poderíamos distinguir um e outro, não saberíamos o que é a luz, e não teríamos a opção da escolha, nas mais profundas e escuras fossas oceânicas existe vida e embora você ache feia as criaturas que ali habitam, acredite, elas são necessárias ao equilíbrio do cosmos. E isso que somos um cosmos em nós mesmos onde habitam deuses santos e demônios profanos e todos se fazem necessários em nossa jornada no caminho da evolução.

Não peço que me entenda, apenas que me ouça
Não basta que me ouça, mas é preciso que me escute
Não peço que me perdoe, apenas que me entenda
Não busque me entender se não deseja me perdoar
Não me leve onde não quero ir
Não me busque se não quero voltar

Respeite as decisões de meu coração
Se desejo ir deixa-me partir
Se desejar ir me buscar, vá
Se eu não quiser voltar deixe-me por lá
Chore se sua alma pede para chorar
Mas não me julgue insensível se a minha desejar sorrir
Entenda que sua felicidade não depende de mim

A dor é uma ferramenta do mestre, necessária ao aprendizado
Ele é uma clausula do contrato que você assinou quando aceitou...
...O livre arbítrio

(SamisXela)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Certezas...

Certezas...

Talvez um dia eu volte a sorrir com a mesma alegria que já sorri
Talvez um dia eu volte a amar com o coração leve, sem medo
Talvez um dia eu possa existir dentro do sonho que sonhei pra mim
Talvez um dia eu possa deitar e dormir sem antes chorar de saudade
Talvez um dia o pesadelo não me acorde no meio da noite
Talvez um dia eu olhe para trás e minha memória não te veja mais

Talvez agora que não me pertences mais eu perceba que nunca me pertenceu
Talvez agora eu consiga tirar-te definitivamente de dentro de minha alma
Talvez agora eu não queira mais amar você e possa assim amar mais a mim
Talvez agora eu te negue o pão de meu amor para virar o jogo e te vencer
Talvez agora eu encontre as forças que perdi no tempo dedicado a você
Talvez agora eu consiga fazer parar a dor que me corrói e me faz sofrer

Nesses tantos talvez eu busco a certeza de meus crepúsculos lívidos
Sem o medo dos espasmos das sombras que acompanham os outonos da alma
Debruçarei sobre a janela e cantarei o cativante canto litúrgico que invoca a vida
Seguirei na rabeira da procissão dos santos encantados que saúdam o amor
Deixar-me-ei acariciar pela doçura da brisa do verão a enxugar-me as lagrimas
Encantarei-me em rio das diferentes águas, subirei aos céus para voltar a terra
Serei orvalho e darei de beber as folhas e me farei vida e me farei novo

(AlexSimas)

Noturno...

Noturno...

Quando você se descobre não mais amado
Acorda pela manhã procurando por um mundo
Que acabou sob o sol eclipsado na sombra da traição
Tornando todas as noites mais longas e negras
Arrastando-se por dentro das horas que se multiplicam
Sob o chicote do tempo carrasco que rir-se da agonia
Dançando ao ritmo das lagrimas que encharcam
Um coração pelourinho onde se acorrenta a culpa com
Olhos encharcados que vagueiam por infinitas lembranças
Do que não pode ser mudado como a atravessar um
Imenso buraco negro que engole vorazmente a beleza
Do tudo que foi um dia, deixando a vida vazia

Esconde-se a luz por trás dos olhos do outro
Através dos quais você negou-se a enxergar
Concedendo arbítrio ao insano juízo da razão
Apaixonado pelo prazer de se opor a emoção
Condena o perdão advogado da sensatez ao
Cárcere do esquecimento libertando a vingança
Barrabás dos absurdos e senhora da mágoa que
Alimenta-se do sangue nas feridas do orgulho
Transmutando antigos e doces amores...
... Em amarga aversão

(Alexandre Costa)