sexta-feira, 5 de março de 2010

Caminhador...

Caminhador...

Caminharei sob o sol deste sertão
Fazendo poeira com meu pé, com minha dor
Todo o pó dessa estrada ainda é pouco
Para soterrar o amor que corre em meu peito
Cavando buracos em meu coração
Amor luz de estrela, viajante do passado
Ilumina no presente, noites de solidão
Olho sobre os ombros em momentos intercalados
Buscando o vulto da esperança que me seguia
Firmo na estrada esse pé que perdeu o chão
Precipícios inevitáveis, cavados pela saudade
Margeiam o caminho com seu canto de sereia
Convidando ao mergulho nas areias da ilusão
Sigo devagar, sem a pressa que já tive
Para minha sede levo água
Para minha fome carrego pão
Seguirei caminhador pela estrada vida
Sinto que não morrerei desse amor...
... Mas te amarei ate morrer

(AlexSimas)

Um comentário:

IT. disse...

Lindas plavras de amor.
O amor nunca foi louco, loucos somos nós que insistimos querer entendê-lo no plano da razão.
IT