sexta-feira, 23 de abril de 2010

Respostas...

Respostas...

Vivo dessas horas em que me jogo aqui na esteira
E abraço uma almofada, apenas para sentir o cheiro do silencio
Enquanto la fora o sol matiza de vermelho um céu de fim de tarde
A brisa invade minha janela trazendo com ela uma canção de ninar
O canto da relva que se prepara para dormir
Junto com ela as rosas, menos aquela que colhi
E pacientemente espera junto aos versos que fiz
Para celebrar o amor do qual me exilei

Sou quem sabe essa rosa que não vive nem morre
Mas apenas deita-se junto a versos ainda não lidos
Sinto-me assim, como essa rosa colhida
Enquanto a vela queima suas lágrimas sobre o castiçal
Refletindo nas paredes as sombras de uma antiga dor
Respiro esses ares solitários das almas exiladas
Cheias dessa ânsia desmedida de carinho
Que se perdem na madrugada em busca de respostas
Que esta bem ali, naquela rosa, que mesmo longe do jardim
Espalha perfume e beleza que verso algum pode traduzir

(AlexSimas)

3 comentários:

Sonhadora disse...

Lindissimo poema...adorei.

Beijinhos
Sonhadora

Rosane Oliveira disse...

Chega ser doce o cheiro do silencio....
tb ando assim poeta!
Lindissimo!

Fátima disse...

Respostas...lindo,amei
bjs